Um ano após plano de Trump, guerra em Gaza segue sem fim definitivo
Cessar-fogo de outubro de 2025 não evitou ataques diários; Israel controla cerca de dois terços do território e a reconstrução segue distante
Por Redação INFO NEWS · Atualizado em

Um ano depois da assinatura do cessar-fogo que deu início ao plano de paz do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a Faixa de Gaza, a guerra não foi encerrada de forma definitiva. Segundo a CNN Brasil, em texto da agência Reuters publicado nesta quarta-feira (7), operações militares israelenses continuam a ocorrer diariamente no território, apesar da trégua firmada em 10 de outubro de 2025.
O plano tinha 20 pontos e previa, nas primeiras etapas, a suspensão das operações militares, a retirada parcial de Israel, a libertação de reféns e de prisioneiros e o aumento da ajuda humanitária. As fases seguintes tratariam do desarmamento do Hamas, da governança palestina e da reconstrução do território.
O que avançou, segundo a reportagem, foi a trégua em si, as trocas de reféns e prisioneiros e a entrada de mais ajuda humanitária, ainda que abaixo das metas estabelecidas.
O que travou foram as etapas políticas e de segurança. O desarmamento do Hamas permanece incompleto e a Força Internacional de Estabilização, prevista no plano, ainda não foi enviada. Além disso, as forças israelenses ampliaram a área sob controle para além da chamada "linha amarela": de cerca de 53% para aproximadamente 67% do território, ou seja, perto de dois terços de Gaza.
Os números humanitários seguem graves. De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, mais de 1.400 palestinos morreram desde o início do cessar-fogo. Mais de 1,4 milhão de pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda, segundo os dados citados na reportagem.
Na reconstrução, o financiamento proposto é de US$ 2,45 bilhões, o equivalente a 3,4% da necessidade estimada de US$ 71,4 bilhões ao longo de uma década. O documento original do plano afirma que "Gaza será reconstruída em benefício do seu povo, que já sofreu mais do que o suficiente".
A reportagem também registra que autoridades israelenses de direita continuam a defender a emigração de palestinos. Trump chegou a sugerir algo nesse sentido, mas recuou da proposta após reação internacional negativa.
Fonte: CNN Brasil
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