terça-feira, 20 de outubro de 2026
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UFPE estima prejuízo de R$ 100 milhões após incêndio em prédio no Recife

Reitor diz que cerca de 80 dissertações e teses foram afetadas; Polícia Federal abre inquérito para apurar as causas do fogo de 7 de outubro.

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UFPE estima prejuízo de R$ 100 milhões após incêndio em prédio no Recife
Porta de laboratório do Departamento de Química Fundamental da UFPE (imagem ilustrativa, foto de arquivo, 2012). Foto: Tarcisiomiguel (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) estima em cerca de R$ 100 milhões o prejuízo causado pelo incêndio que atingiu um prédio do campus do Recife na noite de quarta-feira (7). A informação é do reitor, Alfredo Gomes, divulgada pela Agência Brasil na quinta-feira (8).

Segundo o reitor, o andar superior do edifício foi perdido por completo. O prédio abrigava laboratórios de farmácia, genética e computação, além de espaços da faculdade de educação física. A universidade ainda vai reunir as equipes de pesquisa para refinar o valor e avaliar os danos estruturais.

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Gomes afirmou que cerca de 80 dissertações de mestrado e teses de doutorado foram afetadas, junto com aproximadamente 20 anos de dados de pesquisa guardados no local. Ele classificou o episódio como uma "perda irreparável". A UFPE precisará de outro prédio para abrigar as unidades e os estudos atingidos.

A Polícia Federal informou que vai abrir inquérito para examinar todas as circunstâncias e as causas prováveis do fogo. Peritos federais foram ao campus, e a PF conversou com o reitor e com o comando do Corpo de Bombeiros.

O reitor disse que o prédio é antigo, mas que a manutenção e as inspeções da rede elétrica eram feitas com regularidade. Os laboratórios tinham materiais inflamáveis, que ele não acredita terem provocado o incêndio, e afirmou não ter hipótese sobre a origem, que depende de laudos periciais.

O episódio é o terceiro incêndio em instalações da UFPE em menos de duas semanas. Em 30 de setembro, o fogo danificou o Laboratório de Óptica Não-Linear, no Departamento de Física. Em 4 de outubro, um domingo, atingiu o Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. Segundo a universidade, os dois primeiros casos ficaram restritos às salas e não deixaram feridos nem mortos.

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Fonte: Agência Brasil

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