UE rejeita pedido de Itália e Grécia por mais flexibilidade nas regras fiscais
Comissão Europeia diz que não pode criar novas exceções o tempo todo; Roma e Atenas citavam a inflação provocada pela alta da energia.
Por Redação INFO NEWS · Atualizado em

A Comissão Europeia rejeitou, nesta quinta-feira (8), os pedidos de Itália e Grécia por mais flexibilidade nas regras fiscais da União Europeia. Os dois países queriam folga para lidar com a inflação mais alta, causada pelos preços da energia, e com as medidas de apoio criadas para amenizá-la, segundo a CNN Brasil, com informações da Reuters.
O comissário de Assuntos Econômicos, Valdis Dombrovskis, disse em entrevista coletiva que o bloco não pode ficar criando novas flexibilidades fiscais o tempo todo. Segundo ele, mudanças constantes poderiam colocar em dúvida o compromisso coletivo com um arcabouço fiscal baseado em regras.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, havia pedido que a inflação acima do esperado fosse considerada no cálculo dos déficits permitidos e na avaliação de desvios de gastos. Roma argumenta que os países deveriam poder usar a arrecadação extra de impostos gerada pela inflação para enfrentar o custo mais alto da energia.
O primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, defendeu que as medidas nacionais temporárias de apoio a famílias e empresas ficassem fora do teto de gastos líquidos da UE.
A Comissão já havia aberto margem em planos de ajuste orçamentário acordados, para o aumento dos gastos com defesa e para medidas que reduzam a dependência de combustíveis fósseis. Dombrovskis afirmou que a credibilidade da sustentabilidade fiscal é um ativo vital para o bloco.
Para o leitor brasileiro, o debate mostra como a alta da energia pressiona governos europeus e o cenário de juros no exterior, tema que também influencia o câmbio e o mercado financeiro no Brasil.
Fonte: CNN Brasil
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