terça-feira, 20 de outubro de 2026
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Trump suspende sanções e tarifas contra a Rússia por decreto

Medida divulgada pela Casa Branca na sexta (16) vale por tempo indeterminado; Zelensky diz que a decisão encoraja Putin e cita ataques à energia ucraniana.

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Trump suspende sanções e tarifas contra a Rússia por decreto
Fachada norte da Casa Branca, em Washington (imagem ilustrativa, foto de arquivo). Foto: Ad Meskens (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu sanções e tarifas ligadas à Rússia, incluindo as tarifas sobre produtos e as punições pela compra de petróleo e gás russos, segundo informações da Reuters divulgadas pela Agência Brasil. O decreto foi publicado pela Casa Branca na sexta-feira (16).

Trump afirma no documento que a suspensão "é do interesse nacional dos Estados Unidos". A isenção vale até que o presidente ou seus principais assessores determinem que "outras medidas sejam apropriadas", ou seja, não tem prazo definido.

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O decreto chega dias antes de a Lei Lindsey O. Graham de Sanções à Rússia e ao Irã entrar em vigor. Assinada por Trump em meados de setembro, a lei previa tarifas de até 100% em 30 dias sobre mercadorias dos cinco maiores importadores de petróleo ou gás russo, além de outras punições. A própria lei permite a isenção, desde que o presidente comunique ao Congresso que as sanções não atendem ao interesse nacional.

No sábado (17), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, escreveu na rede X que a suspensão encoraja o presidente russo, Vladimir Putin. Ele afirmou que a Rússia atacou mais de 15 instalações ucranianas de geração e transmissão de energia na sexta e disse ser preciso "pôr fim" à guerra sem dar a Putin motivos para prolongá-la.

China e Índia, grandes compradores de energia russa, também reagiram. Pequim se opõe à "jurisdição de longo alcance" sem base no direito internacional, e Nova Délhi alertou que novas tarifas poderiam afetar as relações bilaterais. A medida ocorre semanas antes das eleições de meio de mandato nos EUA, e analistas apontam o risco de alta nos preços do petróleo.

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Fonte: Agência Brasil

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