Trump anuncia exploração de petróleo na Groenlândia e Dinamarca rebate
Governo dinamarquês diz que qualquer exploração dos EUA na ilha terá de seguir as leis groenlandesas; acordo de setembro não dá direitos de perfuração.
Por Redação INFO NEWS · Atualizado em

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (14) que uma exploração em grande escala de petróleo, gás e minerais está prestes a começar na Groenlândia. A declaração foi publicada na rede Truth Social e noticiada pela Agência Brasil, com base em informações da agência Reuters. Trump não citou projeto, acordo ou empresa responsável.
Na mesma publicação, Trump chamou a ilha de "nossa nova e bela Groenlândia" e elogiou os ganhos que, segundo ele, os EUA tiveram com o acordo de segurança firmado em setembro. Ele disse ainda que um eventual ataque contra os Estados Unidos teria de passar pela Groenlândia, onde as defesas americanas derrubariam drones e mísseis.
O Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca respondeu que, se os EUA quiserem explorar os recursos da ilha, terão de fazê-lo dentro da legislação groenlandesa. Segundo a pasta, o acordo entre os três países não dá a investidores americanos "qualquer tratamento preferencial" em relação a investidores de outros países da Otan e da União Europeia. O gabinete do primeiro-ministro da Groenlândia não quis comentar.
O acordo de 10 páginas, fechado em setembro entre EUA, Dinamarca e Groenlândia, permite a instalação de duas novas bases militares americanas e do sistema de defesa antimísseis "Golden Dome". O texto reafirma a soberania dinamarquesa e o direito de autodeterminação dos groenlandeses, e não concede direitos de mineração ou de perfuração.
A Groenlândia proibiu a mineração de urânio e toda nova exploração de petróleo em 2021. O governo local analisa se a empresa texana Greenland Energy pode usar licenças emitidas antes da proibição. Em agosto, a companhia informou que pretende perfurar em 2027 numa bacia inexplorada na costa leste da ilha, mas não tem licença própria.
Para o consultor dinamarquês de política de segurança Jacob Kaarsbo, as falas podem indicar que o desejo de Trump de controlar a Groenlândia não mudou. Desde 2019, o presidente americano defende que os EUA comprem ou assumam o controle da ilha por razões de segurança e já se recusou a descartar o uso da força.
Com informações de CNN Brasil.
Fonte: Agência Brasil
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