terça-feira, 20 de outubro de 2026
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Seminário em São Paulo discute zona de baixa emissão no centro até 2032

Prefeitura faz diagnóstico para definir a área da ZBE; piloto está previsto para 2028 e a zona completa, até 2032, segundo a ABVE.

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Seminário em São Paulo discute zona de baixa emissão no centro até 2032
Ônibus a bateria em operação na zona sul de São Paulo (foto de arquivo, 2023). Foto: Pedro Nardi (CC0), via Wikimedia Commons

Um seminário realizado em 8 de setembro de 2026 na Praça das Artes, no centro de São Paulo, discutiu o caminho para a Zona de Baixa Emissão (ZBE) da capital paulista, prevista no Plano de Ação Climática (PlanClima) do município com prazo até 2032. O evento foi organizado pela Associação Viva o Centro e pela Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas da Prefeitura, com apoio da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), que divulgou o balanço em 11 de setembro.

A ZBE consta como Meta 24 do PlanClima desde 2021 e deve evoluir, no futuro, para uma Zona de Zero Emissão. Segundo a ABVE, a Prefeitura faz atualmente um diagnóstico das emissões de gases de efeito estufa para escolher a área exata da zona. Um projeto-piloto está previsto para 2028. O PlanClima tem orçamento de R$ 28,8 bilhões, distribuídos entre diversas secretarias municipais, conforme os dados apresentados no encontro.

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Na frota de ônibus, a Prefeitura indicou, segundo a ABVE, que anunciaria até o fim de setembro a contratação de 2 mil ônibus elétricos, que se somariam aos 1.759 já em circulação. A associação não informou, no texto consultado, se o anúncio já ocorreu. Pelos cálculos apresentados no seminário, cada ônibus elétrico evita cerca de 35 mil litros de diesel por ano e 106 toneladas anuais de dióxido de carbono, volume equivalente ao de 6.464 árvores.

Os palestrantes também analisaram experiências de outras cidades. Em Londres, o pedágio urbano foi associado a uma queda de 27% nos poluentes na área central. Em Bogotá, o recapeamento de vias sem asfalto e a arborização foram usados contra o material particulado. Em Guadalajara, medidas de segurança, incentivo a pedestres e ciclistas e mais áreas verdes levaram a uma redução de cerca de 20,8% nas ilhas de calor. Os números são os apresentados pelos participantes e não foram verificados de forma independente.

O diretor de Mobilidade Urbana da ABVE, Flamínio Fichmann, que coordenou o seminário, defendeu que a revitalização do centro, já em curso com ações de segurança, moradia, comércio, cultura e requalificação de vias, incorpore a eletrificação. Entre as propostas estão ônibus elétricos nos terminais Bandeira, Parque Dom Pedro II, Amaral Gurgel e Princesa Isabel e no futuro Terminal Luz, em linhas diametrais e noturnas, além de infraestrutura de recarga para táxis e carros de aplicativo em eixos comerciais e no entorno do novo Centro Administrativo Estadual.

Fichmann também propôs eletrificar a carga urbana, as motos, as bicicletas, os patinetes e as frotas públicas e de prestadores de serviço. Para o leitor, isso significa que, se a ZBE for implantada, o acesso de veículos a combustão a parte da região central poderá passar por regras novas, mas o desenho da área e das restrições ainda não foi definido pela Prefeitura.

O diretor de Desenvolvimento Urbano da SP-Urbanismo, Guilherme Fatorelli, apresentou projetos ligados ao tema. O Caminhos Verdes prevê arborização e requalificação de 118 quilômetros de vias, com calçadas especiais e prioridade a espécies da Mata Atlântica. O retorno dos bondes elétricos à área central, em 12 quilômetros quadrados, reduziria cerca de 11 mil veículos por dia e 22 mil toneladas de CO₂ por ano, segundo a estimativa apresentada. Fatorelli citou ainda a desativação do Minhocão, prevista para 2029, e incentivos para que mais 200 mil pessoas morem no centro.

Carlos Roma, diretor técnico da ABVE e CEO da Riba Brasil, tratou da logística urbana, pressionada pelo aumento de moradores, comércio e entregas rápidas em ruas que não se expandem. Ele apresentou a moto elétrica como alternativa para o trânsito congestionado e citou a troca de baterias em menos de dois minutos para motofretistas que dependem do veículo para trabalhar, além do monitoramento em tempo real de comportamentos de risco, com a meta de zero acidentes.

Na divisão de espaço proposta por Roma, bicicletas elétricas atenderiam trajetos mais longos e com subidas, patinetes serviriam a deslocamentos curtos, com ressalva para rodas pequenas em buracos e desníveis, e motos ficariam com as entregas. A fala apareceu no mesmo mês em que a ABVE e a Riba iniciaram, em 21 de setembro, um projeto em São Paulo para ampliar o acesso de motoristas parceiros a scooters elétricas, segundo a própria associação.

Os próximos passos citados no evento são a conclusão do diagnóstico de emissões e a escolha da área da ZBE, o projeto-piloto em 2028, a desativação do Minhocão em 2029 e a criação da zona até 2032. A Prefeitura ainda precisa definir quais veículos terão acesso e quais restrições valerão, informações que não constam no balanço divulgado pela ABVE.

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Fonte: ABVE

Produzido pela Redação INFO NEWS com apoio de ferramentas de automação. Correções: contato@infonews.today

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