Premiê britânico diz que a Rússia interferiu no plebiscito do Brexit
Andy Burnham afirma ter sido informado da interferência de 2016, mas o governo diz que o resultado é legítimo e que Moscou não teve sucesso.
Por Redação INFO NEWS · Atualizado em

O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, afirmou que a Rússia interferiu no plebiscito do Brexit, realizado em 2016, segundo a agência Reuters, em texto publicado pela CNN Brasil nesta segunda-feira (12). Ele deu a declaração em entrevista ao podcast "The Rest Is Politics".
Burnham contou que perguntou, ao assumir o cargo, se houve interferência russa e recebeu "a resposta clara de que sim". Ele não explicou como a interferência teria ocorrido nem apresentou as provas que sustentam a afirmação.
O governo britânico procurou limitar o alcance da fala. O ministro do Foreign Office Stephen Doughty disse à Sky News que os russos "não tiveram sucesso", e um porta-voz de Burnham declarou que o resultado do plebiscito é considerado legítimo.
Nigel Farage, um dos principais defensores do Brexit, chamou o premiê de mentiroso. A embaixada da Rússia em Londres não respondeu ao pedido de comentário da Reuters. Moscou já negou ter interferido em processos eleitorais britânicos.
Burnham fez as declarações ao alertar eleitores da França e da Alemanha sobre tentativas de influência ligadas a Moscou, que ele chamou de "nossos inimigos". A Reuters o descreve como o primeiro premiê britânico a dizer abertamente que há evidências de interferência russa na votação.
Em 2020, um relatório do Comitê de Inteligência e Segurança do Parlamento concluiu que o governo não conseguiu determinar se a Rússia interferiu em 2016. O mesmo documento apontou que Moscou tentou influenciar o referendo de independência da Escócia, em 2014. No plebiscito do Brexit, 52% dos britânicos votaram por deixar a União Europeia e 48% por ficar.
Com informações de Reuters.
Fonte: CNN Brasil
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