Por que bocejamos quando alguém boceja? Duas hipóteses tentam explicar
Empatia e neurônios-espelho estão entre as principais explicações para o bocejo contagioso, que também aparece em chimpanzés, bonobos e cachorros.
Por Redação INFO NEWS · Atualizado em

Ver ou ouvir alguém bocejar e sentir vontade de fazer o mesmo é uma experiência conhecida. Segundo a CNN Brasil, esse bocejo contagioso é um comportamento involuntário, que desencadeia uma reação em cadeia imediata.
O fenômeno não é exclusivo dos humanos. De acordo com a reportagem, ele também ocorre em espécies sociáveis, como chimpanzés, bonobos e cachorros.
A primeira explicação é a hipótese da empatia, ligada à capacidade de interpretar as emoções dos outros. Por essa linha, o contágio surge por volta dos quatro anos de idade, fase em que a empatia se desenvolve, e é mais frequente entre pessoas com laços afetivos ou convivência próxima.
O texto também menciona que pessoas com autismo ou esquizofrenia tendem a reagir menos ao bocejo alheio. A justificativa apresentada é que o menor contato visual direto reduz o contágio.
A segunda hipótese fala em efeito camaleão, a imitação inconsciente de gestos e comportamentos, viabilizada pelos neurônios-espelho. Essas células cerebrais são ativadas quando se observa a ação de outra pessoa. Exames de ressonância magnética funcional indicam que ver ou ouvir um bocejo ativa regiões do cérebro ricas nesses neurônios.
Pesquisadores ressaltam que ainda são necessários novos estudos para saber se a causa é uma só ou a combinação das duas teorias.
Fonte: CNN Brasil
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