terça-feira, 20 de outubro de 2026
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PMA corta ajuda alimentar a 500 mil pessoas em Gaza por falta de verba

Beneficiários mensais do programa da ONU caem de 1,6 milhão para 1,1 milhão; agência pede US$ 450 milhões para os próximos seis meses.

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PMA corta ajuda alimentar a 500 mil pessoas em Gaza por falta de verba
Militares preparam carga de ajuda humanitária para lançamento aéreo sobre Gaza, em março de 2024 (imagem ilustrativa, foto de arquivo). Foto: Sgt. Christian Sullivan/Força Aérea dos EUA (domínio público), via Wikimedia Commons

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU anunciou cortes na assistência em Gaza por falta de recursos, e cerca de 500 mil pessoas deixam de receber apoio alimentar mensal. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (19) pela agência Reuters e publicada pela CNN Brasil. O número de beneficiários mensais cai de 1,6 milhão para 1,1 milhão.

Segundo a reportagem, as rações alimentares foram reduzidas pela metade. A assistência em dinheiro, que o programa distribui para que famílias comprem comida, foi cortada para 75 mil famílias. Para quem não tem condições de cozinhar, as refeições quentes diárias caíram de 250 mil para 150 mil. Em áreas de acesso mais difícil, algumas famílias passaram a receber uma refeição quente a cada dois dias.

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Os cortes chegam a uma população que já vive em situação delicada. De acordo com os dados citados na matéria, cerca de 1,4 milhão de pessoas, o equivalente a dois terços dos moradores de Gaza, enfrentam insegurança alimentar em nível de crise ou pior. Desse total, aproximadamente 200 mil estão em condição de emergência, uma das classificações mais graves da escala usada por agências humanitárias.

O diretor-executivo interino do PMA, Carl Skau, falou à Reuters em Gaza. Ele afirmou que já se passou um ano desde o acordo de cessar-fogo e que a vida na região segue brutal, sem abrigo adequado, serviços básicos, segurança ou proteção. Skau disse ainda que os cortes ocorrem no quarto inverno da guerra e pediu que o mundo não desvie o olhar, mas se mobilize para manter o apoio e impulsionar uma recuperação rápida.

Para manter as operações essenciais em Gaza e na Cisjordânia ocupada, o PMA diz precisar com urgência de US$ 450 milhões nos próximos seis meses. Sem esse dinheiro, a agência não tem como recompor o volume de ajuda que distribuía até aqui, e a redução anunciada passa a ser a base do atendimento mensal no território.

O escritório de imprensa do governo de Gaza, administrado pelo Hamas, classificou o anúncio do PMA como "catastrófico". Segundo a nota citada pela Reuters, a decisão pode acelerar a fome, e o órgão pediu mais recursos para as agências humanitárias que atuam no território.

No campo de refugiados de Nuseirat, na região central de Gaza, uma palestina identificada como Sabrine Kuhail disse que os cortes tornam ainda mais difícil uma vida já marcada pelo sofrimento. Ela afirmou que a população foi deixada com fome por três anos de guerra, destruição, cerco e derramamento de sangue, e declarou: "Chega, chega, estamos cansados."

O pano de fundo político também aparece na reportagem. Um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos no ano passado prevê a eventual reconstrução de Gaza, mas houve pouco progresso na implementação do acordo, que inclui o desarmamento do Hamas e a retirada das tropas israelenses. Segundo a Reuters, as forças de Israel controlam mais de 60% do território e realizam ataques aéreos quase diariamente.

O Hamas, por sua vez, controla a maior parte da área onde vivem mais de dois milhões de palestinos, a maioria em abrigos temporários. Os suprimentos de ajuda que chegam a esses locais são considerados inadequados pelas agências humanitárias, o que aumenta o peso de qualquer redução na distribuição de alimentos.

A matéria da CNN Brasil lista como temas relacionados outras notícias recentes sobre a região, entre elas a suspensão da entrada de mercadorias comerciais em Gaza por Israel e um corte de metade da ajuda alimentar da ONU na Cisjordânia, também atribuído à escassez de recursos. Esses pontos aparecem apenas como títulos relacionados, sem detalhamento na página consultada.

O próximo passo depende da chegada de novos recursos: o PMA não informou, segundo a reportagem, quando poderá retomar o nível anterior de atendimento. Enquanto o pedido de US$ 450 milhões não for atendido por doadores, a agência mantém o programa reduzido, com 1,1 milhão de beneficiários por mês.

Com informações de Reuters.

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Fonte: CNN Brasil

Produzido pela Redação INFO NEWS com apoio de ferramentas de automação. Correções: contato@infonews.today

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