PL elege 121 deputados e terá a maior bancada da Câmara em 2027
Federação PT-PCdoB-PV fica em segundo, com 88 cadeiras, e União Progressista cai para 87; seis em cada dez deputados foram reeleitos
Por Redação INFO NEWS · Atualizado em

O PL saiu das urnas no domingo (4) como a maior força da Câmara dos Deputados para a legislatura que começa em 2027. O partido elegeu 121 deputados federais, 24 a mais do que em 2022, quando havia conquistado 97 cadeiras. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (5) pela Agência Senado, com base em dados da Secretaria-Geral da Mesa da Câmara e da Agência Câmara. A bancada corresponde a 23,6% das 513 vagas da Casa.
Em segundo lugar ficou a federação formada por PT, PCdoB e PV, com 88 cadeiras, seis a mais do que as 82 obtidas na eleição anterior. Desse total, 70 eleitos são do PT. A diferença para o terceiro colocado é de apenas uma vaga: o União Progressista, federação que reúne União Brasil e PP, elegeu 87 deputados.
O resultado do União Progressista representa a maior perda em número de cadeiras entre as bancadas do levantamento. Em 2022, as duas siglas somaram 105 eleitos, o que significa um recuo de 18 vagas. Mesmo assim, o grupo permanece entre as três maiores bancadas da Casa.
Somadas, as três maiores bancadas reúnem 296 deputados, o equivalente a 57,7% da Casa. As federações PT-PCdoB-PV e União Progressista ficam, cada uma, com cerca de 17% das cadeiras.
Na faixa intermediária, o quadro mudou pouco. O PSD passou de 42 para 43 deputados, e o Republicanos, de 40 para 41. O MDB perdeu cinco cadeiras e ficará com 36, ante 41 conquistadas há quatro anos. O Podemos cresceu de 20 para 27 eleitos.
Entre as bancadas menores, o PSB e a federação PSOL-Rede repetiram o desempenho de 2022, com 15 cadeiras cada. O Novo mais que triplicou de tamanho, de três para dez deputados. Na direção oposta, o PDT caiu de 16 para seis, a federação PSDB-Cidadania recuou de 18 para 11, a federação PRD-Solidariedade passou de 12 para sete e o Avante, de sete para cinco. O partido Missão estreia na Câmara com um deputado. Ao todo, 15 partidos ou federações terão representação.
As federações funcionam como uma única legenda durante toda a legislatura. Os partidos que as integram são obrigados a atuar em conjunto por pelo menos quatro anos, razão pela qual aparecem somados no levantamento.
Os dados mostram ainda que a maior parte dos atuais parlamentares conseguiu renovar o mandato. Foram reeleitos 301 deputados, o equivalente a 58,67% da Casa. Outros 183 eleitos, ou 35,67% do total, vão exercer o primeiro mandato como deputado federal.
Os números são diferentes dos levantamentos parciais divulgados na madrugada de segunda-feira. Naquele momento, antes do fim da totalização no Amazonas e no Maranhão, 83 das 513 cadeiras ainda não haviam sido distribuídas, e a contagem indicava 106 deputados para o PL, segundo a CNN Brasil.
O tamanho das bancadas tem efeito direto no funcionamento da Câmara. Pelo princípio da proporcionalidade partidária, previsto na Constituição, a divisão de vagas na Mesa Diretora e nas comissões leva em conta o número de deputados de cada partido ou bloco. Mesmo com a maior bancada, o PL não alcança sozinho a maioria absoluta, de 257 votos, nem os 308 necessários para aprovar propostas de emenda à Constituição, o que mantém a necessidade de alianças com outras legendas.
As cadeiras da Câmara são distribuídas pelo sistema proporcional. Primeiro, calcula-se o quociente eleitoral, resultado da divisão dos votos válidos pelo número de vagas em disputa em cada estado. Depois, o quociente partidário define quantas cadeiras cabem a cada partido ou federação. Elas são ocupadas pelos candidatos mais votados da legenda, desde que tenham recebido ao menos 10% do quociente eleitoral. As vagas que sobram são preenchidas por um cálculo de médias. São Paulo tem a maior bancada estadual, com 70 deputados.
No Senado, o PL também foi o partido que mais elegeu no domingo. Deputados e senadores eleitos tomam posse em 1º de fevereiro de 2027. Até lá, a composição ainda pode sofrer ajustes em razão de decisões da Justiça Eleitoral sobre candidaturas pendentes de julgamento.
Com informações de CNN Brasil.
Fonte: Agência Senado
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