terça-feira, 20 de outubro de 2026
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Panamá confirma 1ª morte após terremoto de 7,7 e 6.174 afetados

Presidente Mulino diz que 1.744 casas foram avaliadas; EUA enviam equipe de resgate e US$ 5 milhões, e a Venezuela manda 51 técnicos.

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Panamá confirma 1ª morte após terremoto de 7,7 e 6.174 afetados
Região financeira da Cidade do Panamá (imagem ilustrativa, 2016). Foto: Dronepicr (CC BY 3.0), via Wikimedia Commons

O Panamá confirmou nesta quarta-feira (14) a primeira morte ligada ao terremoto de magnitude 7,7 que atingiu o país na sexta-feira (9). A vítima é uma mulher de 68 anos que não resistiu aos ferimentos sofridos no tremor, segundo a Caja de Seguro Social, órgão da previdência e da saúde pública panamenhas, de acordo com a CNN Brasil.

Até então, o governo vinha repetindo que o abalo não havia deixado mortos. No dia 12, o presidente José Raúl Mulino afirmou: "Fomos afortunados por esse terremoto não ter causado mortes". A confirmação desta quarta muda esse balanço oficial, que antes registrava apenas dezenas de feridos.

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A própria magnitude do terremoto aparece com valores diferentes nos relatos. As autoridades panamenhas registraram 7,2, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) calculou 7,7, número adotado pela CNN Brasil. A diferença é comum nas primeiras horas após um grande abalo, porque cada instituição usa estações de medição e métodos de cálculo próprios, e as estimativas costumam ser revistas depois. Uma manchete relacionada ao tema na própria cobertura chegou a citar 7,6, o que mostra como os números circularam nos primeiros dias.

O levantamento de danos materiais ainda está em andamento. Segundo Mulino, na segunda-feira (12) as equipes já haviam avaliado 1.744 casas e contabilizado 6.174 pessoas afetadas. O presidente ressaltou que as avaliações não estavam concluídas, de modo que esses números podem crescer à medida que as vistorias avançarem pelas regiões atingidas. O tremor foi sentido em diferentes áreas do país.

O governo decretou estado de emergência no sábado (10), um dia depois do terremoto. Esse tipo de decreto costuma simplificar a contratação de serviços e a compra de materiais e facilita o deslocamento de equipes e recursos para as áreas mais prejudicadas. Mulino também anunciou a criação de uma comissão de alto nível, encarregada de coordenar a assistência às pessoas afetadas, e agradeceu aos países que ofereceram ou enviaram ajuda.

A terra continuou se movendo depois do tremor principal. Mais de 100 réplicas foram registradas ao longo do fim de semana, conforme o relato da CNN Brasil. Réplicas são abalos menores que se seguem ao principal, quando a crosta se reacomoda, e podem durar semanas ou meses. Segundo a CNN em Espanhol, um novo terremoto de magnitude 6,1 também atingiu o Panamá durante o período de emergência. A reportagem não detalha o horário nem os danos desse segundo abalo.

A ajuda internacional já começou a chegar. De acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, Washington enviou uma equipe de busca e resgate e anunciou US$ 5 milhões em assistência humanitária. A Venezuela, segundo Mulino, mandou 51 especialistas para avaliar a situação da infraestrutura do país. Essas avaliações técnicas são importantes para definir quais prédios, pontes e estradas podem ser usados com segurança e quais precisam de reparo ou interdição.

Para a população atingida, o cenário nos próximos dias depende do avanço das vistorias. É a conclusão dessas inspeções que indicará quantas casas precisam ser reconstruídas, quantas famílias seguem sem moradia segura e que tipo de auxílio o governo precisará distribuir. A comissão de alto nível criada por Mulino deve centralizar essas decisões e a distribuição da ajuda enviada por outros países.

O Panamá fica numa região de intensa atividade sísmica, onde convergem várias placas tectônicas, o que torna terremotos de grande porte um risco conhecido para o país e para a América Central. Por isso, a repetição de abalos nos dias seguintes ao principal é esperada pelos sismólogos, e as autoridades costumam recomendar que moradores de áreas danificadas evitem voltar para construções sem avaliação técnica.

A reportagem original foi escrita por Mauricio Torres, da CNN em Espanhol, e publicada em 14 de outubro. O balanço de vítimas, de imóveis danificados e de pessoas afetadas ainda pode mudar nos próximos dias, conforme as autoridades panamenhas concluírem as avaliações em campo e divulgarem novos números oficiais.

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Fonte: CNN Brasil

Produzido pela Redação INFO NEWS com apoio de ferramentas de automação. Correções: contato@infonews.today

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