terça-feira, 20 de outubro de 2026
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Milhares protestam na Colômbia contra decreto sobre manifestações

Marchas em seis cidades, entre elas Bogotá, criticam o custo de vida e o Decreto 1525, assinado horas antes pelo presidente De la Espriella.

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Milhares protestam na Colômbia contra decreto sobre manifestações
Catedral Primada na Plaza de Bolívar, em Bogotá (imagem ilustrativa, foto de arquivo, 2012). Foto: Andrea Gaetano (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons

Milhares de pessoas protestaram na quarta-feira (14) em seis cidades da Colômbia — Bogotá, Cali, Medellín, Bucaramanga, Pereira e Riohacha — contra o governo do presidente Abelardo de la Espriella, segundo a Agência Brasil. A matéria não informa o número exato de manifestantes.

Os atos foram convocados por sindicatos, centrais sindicais, grupos estudantis e pelo Conselho Regional Indígena do Cauca (CRIC). Os organizadores reclamam do aumento do custo de vida e da violência, do desmonte de programas sociais e de tentativas de criminalizar o protesto, e destacam que as marchas foram pacíficas. O ex-presidente Gustavo Petro era esperado na caminhada em Bogotá.

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O estopim foi o Decreto 1525, assinado por De la Espriella poucas horas antes da primeira manifestação. A norma define regras de atuação das forças de segurança em protestos: o policiamento será permanente, os agentes devem manter distância mínima de quatro metros, e a intervenção é permitida se houver armas de fogo, armas brancas, explosivos ou artefatos incendiários, ou se pessoas forem mantidas à força ou terceiros forem agredidos.

Em pronunciamento na TV, o presidente afirmou que o protesto é uma garantia constitucional, mas que ele "não autoriza agredir outros cidadãos, destruir bens". O governo diz que o decreto reforça o controle e assegura a ordem pública. O texto também prevê proteção específica a servidores públicos, militares e policiais, missões médicas e jornalistas. Já as organizações sociais afirmam que a medida busca legalizar a repressão.

A federação de professores Fecode defendeu a educação pública e a reconstrução de escolas danificadas por emergências anteriores, entre elas o terremoto no Vale do Cauca. Comunidades indígenas e camponesas rejeitaram megaprojetos e medidas econômicas que, segundo elas, ameaçam seus territórios. O CRIC alertou que a gestão tenta minar sua autonomia.

O governo, que tem cerca de dois meses, também anunciou um projeto de lei contra grupos armados organizados e um estatuto antiterrorismo. A Agência Brasil descreve os atos como o primeiro grande embate social com o Executivo colombiano.

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Fonte: Agência Brasil

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