terça-feira, 20 de outubro de 2026
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Material radioativo roubado em SP segue desaparecido; saiba o que fazer se encontrar

Furgão levado por assaltantes na Via Dutra foi achado no sábado, mas embalagem com actínio-225, de uso médico, não estava no veículo

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Material radioativo roubado em SP segue desaparecido; saiba o que fazer se encontrar
Placa de alerta para materiais radioativos (imagem ilustrativa). Foto: domínio público, via Wikimedia Commons

A embalagem com material radioativo de uso médico roubada na quinta-feira (1º) em São Paulo continuava desaparecida até a última atualização do caso, divulgada pela CNN Brasil na noite de sábado (3). O furgão que transportava a carga foi localizado no sábado, mas o material não estava no veículo.

O roubo aconteceu na manhã de quinta-feira, na Via Dutra, na altura da Vila Maria, zona norte da capital paulista. O motorista, de 58 anos, foi abordado por quatro homens armados. Dois deles estavam em um carro e dois em uma motocicleta. O grupo levou o furgão, um Citroën Jumpy, com a carga.

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O motorista foi mantido refém até a manhã de sexta-feira (2), quando foi deixado nas proximidades da avenida Marechal Tito, na zona leste. Ele foi encontrado e auxiliado por policiais militares. O caso foi registrado como roubo no 2º Distrito Policial de Guarulhos. A CNN Brasil informou ter procurado a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e não ter recebido resposta até a publicação.

A carga era uma embalagem com actínio-225, material radioativo usado em tratamentos médicos e avaliado em R$ 30 mil. Não há informação sobre se os assaltantes sabiam o que o veículo transportava.

A sequência dos fatos, até aqui, é a seguinte: o roubo ocorreu na quinta-feira (1º), o motorista foi libertado na sexta (2) e o furgão foi encontrado no sábado (3), sem a carga.

Segundo a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), o material não oferece perigo da forma como está acondicionado. O risco aparece se a embalagem for aberta: nesse caso, o contato com a substância pode provocar exposição à radiação.

Por isso, a orientação a quem encontrar um volume suspeito é não tocar, não abrir e não manipular o conteúdo. A recomendação é isolar a área e avisar imediatamente as autoridades. O Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD), ligado à ANSN, atende pelos telefones (21) 99304-9453 e (21) 99299-2620. Também é possível acionar a Polícia Militar pelo 190. Embalagens de transporte de material radioativo costumam trazer o símbolo internacional de radiação, um trifólio preto sobre fundo amarelo, além de etiquetas de identificação. Informações sobre o paradeiro da carga também podem ser passadas de forma anônima ao Disque Denúncia, pelo 181.

O actínio-225 é um isótopo radioativo que emite partículas alfa. Esse tipo de radiação tem baixo poder de penetração e é barrado por materiais simples, o que explica por que a embalagem lacrada é considerada segura. O perigo é maior quando a substância entra em contato direto com o corpo, especialmente se for ingerida ou inalada.

Na medicina, o actínio-225, produzido em poucos centros no mundo, é usado em terapias contra o câncer que levam a radiação diretamente às células do tumor. O material tem meia-vida de cerca de dez dias, o que significa que sua atividade radioativa cai pela metade a cada período desse tamanho. Com o passar das semanas, portanto, a radioatividade da carga diminui de forma natural, mas isso não elimina a necessidade de cuidado enquanto ela não for recuperada.

A ANSN é o órgão federal responsável por regular e fiscalizar as atividades nucleares e o uso de fontes radioativas no país, função que antes cabia à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). O transporte desse tipo de material segue regras específicas de embalagem e identificação.

O episódio mais grave envolvendo material radioativo no Brasil ocorreu em Goiânia, em 1987, quando uma cápsula de césio-137 retirada de um aparelho de radioterapia abandonado foi aberta em um ferro-velho. Quatro pessoas morreram e centenas foram contaminadas. As autoridades não fizeram comparação entre os dois casos, e a substância, a quantidade e a forma de acondicionamento são diferentes. A lição daquele acidente, porém, é a mesma repetida agora: embalagens desse tipo nunca devem ser abertas.

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Fonte: CNN Brasil

Produzido pela Redação INFO NEWS com apoio de ferramentas de automação. Correções: contato@infonews.today

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