Irã diz que não abre mão do enriquecimento de urânio e responderá aos EUA
Chefe da agência atômica iraniana rejeita entregar urânio; chanceler Araqchi afirma que Teerã reavalia resposta de Washington sobre Ormuz.
Por Redação INFO NEWS · Atualizado em

O Irã afirmou nesta quinta-feira (8) que não vai entregar nem abandonar o enriquecimento de urânio, segundo reportagem da Reuters publicada pela CNN Brasil. A declaração é de Mohammad Eslami, chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, que falou à imprensa estatal e chamou de "nada de novo" as novas ameaças dos Estados Unidos às instalações nucleares iranianas.
Eslami disse que o enriquecimento é parte inseparável do processo nuclear. A fala veio depois de Washington afirmar que o Irã precisa fazer cortes significativos na capacidade de enriquecer urânio.
O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, disse que Teerã pode responder em poucos dias à resposta americana à proposta do Irã. À agência Tasnim, ele afirmou que o país ainda analisa o retorno dos EUA a um plano segundo o qual o Estreito de Ormuz poderia ser reaberto em até sete dias, se as condições necessárias forem cumpridas. A reportagem não detalha os termos.
Segundo a Reuters, o negociador-chefe iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que a passagem só será reaberta quando as sete condições de Teerã forem atendidas. Ele diz que elas se baseiam no Memorando de Entendimento de Islamabad. Na quarta-feira (7), um assessor do comandante da Guarda Revolucionária disse que o Irã mantém o controle total do estreito.
Também na quinta, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que as conversas com o Irã são produtivas e que os Estados Unidos não atacarão antes das eleições legislativas de novembro. Israel, os EUA e outros países ocidentais acusam o Irã de buscar armas nucleares, o que Teerã nega. O país enriquece urânio a 60%, nível acima do uso civil; uma arma exige cerca de 90%.
O Estreito de Ormuz é uma rota-chave para o transporte global de energia, e o impasse afeta o mercado de petróleo. Autoridades iranianas já disseram que o país poderia aceitar diluir o urânio mais altamente enriquecido.
Com informações de Reuters.
Fonte: CNN Brasil
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