Irã condiciona reabertura do Estreito de Ormuz a sete exigências aos EUA
Presidente do Parlamento diz que fase de negociações prolongadas acabou; rota escoava um quinto do petróleo e do gás liquefeito do mundo
Por Redação INFO NEWS · Atualizado em

O Irã afirmou no domingo (4) que o Estreito de Ormuz só será reaberto à navegação quando sete condições apresentadas pelo país forem atendidas. A declaração foi dada pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, principal negociador de Teerã, e divulgada pela mídia estatal, segundo despacho da agência Reuters reproduzido pela Agência Brasil.
Qalibaf classificou a posição iraniana como "totalmente clara e firme". As exigências, que não foram detalhadas, têm como base o Memorando de Entendimento de Islamabad, acordo provisório firmado em junho entre Irã e Estados Unidos.
O dirigente disse ainda que Washington precisa entender que chegou ao fim o período de prolongamento do processo diplomático e de imposição de exigências unilaterais. Durante a Assembleia Geral da ONU, o Irã apresentou uma proposta que previa reabrir a passagem em até sete dias caso as condições fossem cumpridas. Os Estados Unidos responderam na semana passada, por meio de intermediários do Catar.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que as propostas norte-americanas seguem alinhadas às posições anteriores do país, sobretudo na questão nuclear. Segundo ele, a retomada da segurança no estreito exige medidas claras por parte dos Estados Unidos. Baghaei negou que Teerã tenha oferecido inspeções nucleares em troca de alívio de sanções.
Antes do conflito, o Estreito de Ormuz era a rota de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo. A guerra começou no fim de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.
Fonte: Agência Brasil
Produzido pela Redação INFO NEWS com apoio de ferramentas de automação. Correções: contato@infonews.today



