terça-feira, 20 de outubro de 2026
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Hacker usa agentes de IA e invade sites de mais de 100 empresas

Pesquisador da NorForge diz que ataques partiram de hacker de língua chinesa e custaram cerca de US$ 50 cada, segundo a Reuters.

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Hacker usa agentes de IA e invade sites de mais de 100 empresas
Sala de servidores do CERN, na Suíça (imagem ilustrativa). Foto: Florian Hirzinger (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons

Um hacker de língua chinesa usou agentes de inteligência artificial para invadir sites de mais de 100 empresas em duas semanas, segundo reportagem da Reuters publicada pela CNN Brasil nesta segunda-feira (19). Quem acompanhou a ação foi Snorre Fagerland, pesquisador de ameaças da empresa NorForge.

Segundo Fagerland, o criminoso fez pouco trabalho manual: os agentes passaram horas sondando e invadindo sites de forma autônoma. A partir de 25 de setembro, eles foram apontados para lojas virtuais dos Estados Unidos, do Canadá, da Austrália e do Japão, com ordens de menos de 100 caracteres em chinês.

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Até o fim da semana passada, os agentes haviam tentado entrar em mais de 1.200 sites. Cada invasão bem-sucedida levava, em média, cerca de 23 horas de busca e exploração de falhas. Fagerland estima que a campanha gastou cerca de US$ 5 mil em créditos de IA, o equivalente a US$ 50 por ataque, e que combinou a DeepSeek, da China, e o Claude Code, da Anthropic.

A Reuters identificou as vítimas por conta própria, analisando a atividade do hacker. Entre elas estão a fabricante de máquinas agrícolas Deere, a de eletrodomésticos SharkNinja e a de motores Cummins. A Deere disse ter tomado as medidas corretivas necessárias e não ter encontrado indício de acesso a dados sensíveis. A SharkNinja afirmou que o ataque atingiu um site isolado, só com informações de suporte, e que a ameaça foi contida. A Cummins investiga um possível ataque a um site operado por fornecedor terceirizado.

A agência não conseguiu apurar quantos dados foram levados sem autorização. Fagerland observou cerca de duas dúzias de usos maliciosos do Cairn, plataforma aberta de IA popular entre hackers, até 2 de outubro. O autor do Cairn, que se identifica como "le1xia0", disse em publicação na rede X que a ferramenta não foi feita para hackear nem para ataques com intenção danosa.

Para o pesquisador, que atua há quase três décadas em segurança digital, o caso mostra que a tecnologia já dispensa supervisão humana e amplia o dano que um único criminoso pode causar. A empresa de segurança Bitsight afirma que cresce, em fóruns de cibercriminosos, a discussão sobre o uso de agentes autônomos.

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Fonte: CNN Brasil

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