terça-feira, 20 de outubro de 2026
INFO NEWS
Economia

Governo estuda crédito para empresas afetadas pelo fim da escala 6x1

Ministro Dario Durigan cita financiamento e capacitação, com apoio do Sebrae, mas não anunciou corte de impostos sobre a folha de pagamento.

Por · Atualizado em

Siga o INFO NEWS no WhatsApp

Publicidade
Governo estuda crédito para empresas afetadas pelo fim da escala 6x1
Comércio na Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília, em 5 de agosto de 2026. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil (CC BY 3.0)

O governo federal estuda linhas de crédito e programas de capacitação para empresas que tiverem dificuldade de se adaptar ao fim da escala 6x1. A informação é do ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista à TV Band na sexta-feira (16), segundo a Agência Brasil.

Durigan afirmou que a equipe econômica prepara um financiamento específico para a transição, que pode ser uma linha de crédito ou apoio à inovação. O governo ainda analisa quais empresas e setores serão mais afetados pela mudança.

Publicidade

Segundo o ministro, a adaptação pode passar por modernizar processos, treinar funcionários e adotar novas tecnologias. Ele chamou a mudança de "civilizacional" e disse que os empresários precisam do apoio do governo para participar dela. Para as pequenas empresas, Durigan citou o Sebrae e outros sistemas de capacitação como parceiros.

A regra nova prevê dois dias de descanso remunerado por semana, e a jornada máxima cai de forma gradual de 44 para 40 horas, sem redução de salário. O Congresso promulgou a emenda na própria sexta-feira (16). Durigan citou números segundo os quais entre 68% e 70% dos empregos do país já estão fora da escala 6x1.

O ministro não anunciou desoneração da folha de pagamento nem outra compensação direta aos empregadores. Ele disse que o governo ainda vai medir os efeitos por setor e por porte de empresa e argumentou que ganhos de produtividade e menor rotatividade de trabalhadores podem surgir.

Durigan também tratou de juros e contas públicas. Para ele, os juros seguem como desafio, e o ajuste fiscal deve ser gradual, com superávits primários maiores, sem mudanças bruscas. Um ajuste de 1,5% do PIB no curto prazo, discutido durante a campanha eleitoral, exigiria cortes em programas sociais, segundo o ministro.

Publicidade

Fonte: Agência Brasil

Produzido pela Redação INFO NEWS com apoio de ferramentas de automação. Correções: contato@infonews.today

Leia também em Economia

Compartilhe

Mais lidas

  1. 1Copa Santa Adélia de Karatê reúne atletas e destaca delegação de Fernandópolis
  2. 2Congresso aprova exame obrigatório para registro de médicos no Brasil
  3. 3Aneel aprova reajuste de 5,41% na conta da CPFL Piratininga
  4. 4Aneel aprova regra que define a ordem dos cortes de geração de energia
  5. 5Bahia vence o São Paulo por 2 a 1 e abre vantagem na Copa do Brasil feminina