Girassóis foram usados após Chernobyl para retirar material radioativo da água
Experimento feito depois do desastre de 1986 mostrou que raízes da planta concentram césio-137 e estrôncio-90, mas o método não resolve toda contaminação
Por Redação INFO NEWS · Atualizado em

Girassóis foram testados após o desastre nuclear de Chernobyl, em 1986, como forma de retirar material radioativo de águas contaminadas, segundo reportagem da CNN Brasil publicada em 5 de outubro de 2026.
O princípio é a fitorremediação, técnica em que plantas absorvem poluentes do ambiente. Quando as raízes ficam em contato direto com a água, o processo recebe o nome de rizofiltração.
Segundo a reportagem, os girassóis concentram em seus tecidos radionuclídeos específicos, como césio-137 e estrôncio-90, absorvidos pelas raízes. Os testes, em pequena escala, usaram estruturas flutuantes que mantinham as raízes em contato com a água contaminada de um lago perto do reator.
A matéria faz uma ressalva: isso não significa que as plantas absorvam a radiação em si. Elas acumulam elementos radioativos, que depois precisam ser descartados de forma adequada.
Um estudo de 2025 na revista International Journal of Phytoremediation avaliou nove variedades de girassol e encontrou variações significativas na capacidade de acumular o elemento analisado. O método também não elimina toda contaminação: o resultado depende do tipo de contaminante, da variedade da planta e das características do ambiente.
Fonte: CNN Brasil
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