terça-feira, 20 de outubro de 2026
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EUA, Meta e Google investem US$ 1,8 bilhão em dados de biologia para IA

Iniciativa de Biologia Virtual, anunciada pela Biohub, quer medir a resposta de bilhões de células para acelerar o desenvolvimento de remédios.

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EUA, Meta e Google investem US$ 1,8 bilhão em dados de biologia para IA
Pesquisadores observam amostras ao microscópio (imagem ilustrativa, foto de arquivo). Foto: Linda Bartlett (domínio público), via Wikimedia Commons

O governo dos Estados Unidos, a Meta e a Alphabet, controladora do Google, vão investir US$ 1,8 bilhão em dados de biologia para treinar sistemas de inteligência artificial. O anúncio foi feito pela Biohub nesta quarta-feira (7), segundo a CNN Brasil, com informações da Reuters.

A chamada Iniciativa de Biologia Virtual pretende medir como as células reagem a muito mais condições do que as já estudadas. Com esses dados, os parceiros querem criar modelos preditivos que reduzam o tempo de desenvolvimento de medicamentos, hoje de anos.

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Do total, US$ 300 milhões virão em conjunto da Meta, do Google DeepMind e da Isomorphic Labs, startup de descoberta de remédios. O Departamento de Energia dos EUA entra com mais de US$ 500 milhões ao longo de cinco anos, para medições em laboratório, modelagem e computação.

Há ainda mais de US$ 500 milhões em financiamento federal anterior para conjuntos de dados e repositórios, que serão coordenados pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) e padronizados pela Biohub. A organização sem fins lucrativos é uma iniciativa de Mark Zuckerberg, presidente-executivo da Meta, e de Priscilla Chan, e já havia aportado US$ 500 milhões em abril.

Segundo Alex Rives, chefe de ciência da Biohub, os conjuntos atuais reúnem centenas de milhões de células, mas um modelo preciso exigiria bilhões e, eventualmente, trilhões. "Precisamos capturar a linguagem da célula. E isso não existe hoje", disse. Os dados virão de técnicas como a transcriptômica espacial, que mapeia a atividade molecular em tecidos intactos.

Um primeiro conjunto de dados deve ficar pronto em cerca de um ano, e a expectativa é ter modelos preditivos precisos em até cinco anos. Os dados serão divulgados ao público no futuro, mas as empresas financiadoras terão um período inicial de acesso exclusivo; o trabalho financiado pelo governo, feito em paralelo, não terá essa restrição. A Biohub planeja buscar farmacêuticas e organizações filantrópicas para financiar a próxima etapa.

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Fonte: CNN Brasil

Produzido pela Redação INFO NEWS com apoio de ferramentas de automação. Correções: contato@infonews.today

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