terça-feira, 20 de outubro de 2026
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Estudo da UFRJ aponta que big techs descumpriram regras eleitorais no 1º turno

Pesquisadores identificaram 568 anúncios irregulares na Meta, além de falhas em Kwai, Google, TikTok e YouTube no dia da votação, 4 de outubro.

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Estudo da UFRJ aponta que big techs descumpriram regras eleitorais no 1º turno
Urna eletrônica modelo UE2020 usada pela Justiça Eleitoral (imagem ilustrativa, foto de arquivo, 2020). Foto: TSE (domínio público), via Wikimedia Commons

Plataformas digitais descumpriram regras eleitorais no dia do primeiro turno, 4 de outubro, segundo um estudo do Observatório das Big Techs da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O levantamento foi divulgado pela Agência Brasil nesta terça-feira (6).

Pela regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a propaganda eleitoral paga ou impulsionada é proibida desde 48 horas antes até 24 horas depois da votação. As plataformas também devem retirar os perfis de candidatos dos sistemas de recomendação.

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Na Meta, dona de Instagram, Facebook, WhatsApp e Messenger, o estudo encontrou 568 anúncios irregulares. Seis anúncios falsos imitavam comunicações do TSE, anunciavam uma suposta "votação remota" e pediam dados pessoais, como o CPF, aos usuários.

No Kwai, havia 18 anúncios eleitorais ativos no dia da votação, além de quatro anúncios pausados que circularam no período proibido, de 1º a 3 de outubro. Outros 45 anúncios tiveram a data de encerramento estendida para 4 de outubro. No Google, um anúncio permaneceu ativo de forma irregular.

TikTok e YouTube recomendaram conteúdos de candidatos, o que contraria a regra. Foram 18 vídeos de sete candidatos no TikTok e 17 vídeos de seis candidatos no YouTube.

O relatório também aponta problemas de transparência. Há divergências entre os dados das bibliotecas públicas de anúncios e as informações obtidas por ferramentas técnicas (API), principalmente na Meta e no Kwai. Segundo o estudo, Google, LinkedIn e TikTok oferecem informações consideradas limitadas para a fiscalização sistemática.

As empresas defenderam o cumprimento das regras. A Meta citou a escala do seu trabalho de integridade. O TikTok informou ter removido 348.963 vídeos por violações. O Google afirmou que a existência de uma única violação mostra que as medidas de prevenção funcionaram.

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Fonte: Agência Brasil

Produzido pela Redação INFO NEWS com apoio de ferramentas de automação. Correções: contato@infonews.today

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