terça-feira, 20 de outubro de 2026
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Dinheiro esquecido em bancos sobe a R$ 5,79 bilhões em agosto, diz o BC

Pessoas físicas têm R$ 4,31 bilhões a resgatar no Sistema Valores a Receber; 69,4% dos saldos são de até R$ 10, segundo o Banco Central.

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Dinheiro esquecido em bancos sobe a R$ 5,79 bilhões em agosto, diz o BC
Prédios do Setor Bancário Sul, em Brasília (imagem ilustrativa, foto de arquivo, 2011). Foto: Antonio Flavio Costa (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons

O dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras chegou a R$ 5,79 bilhões em agosto, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados nesta terça-feira (13) e relatados pela Agência Brasil. O valor é 2,6% maior que o de julho, de R$ 5,65 bilhões.

Do total, R$ 4,31 bilhões pertencem a 23,94 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,48 bilhão estão em nome de 2,36 milhões de empresas. Os bancos concentram R$ 2,46 bilhões (42,4%), seguidos pelas administradoras de consórcio, com R$ 1,97 bilhão, e pelas cooperativas de crédito, com R$ 805,6 milhões.

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A maior parte dos saldos é pequena: 69,4% valem até R$ 10 e 18,95% ficam entre R$ 10,01 e R$ 100. Os valores entre R$ 100,01 e R$ 1 mil somam 9,39%, e 2,21% dos beneficiários têm mais de R$ 1 mil a receber.

Para consultar, é preciso acessar apenas o Sistema Valores a Receber (SVR), no endereço valoresareceber.bcb.gov.br, com CPF e data de nascimento. O sistema informa se há dinheiro disponível e qual instituição deve pagar. O resgate pode exigir conta Gov.br nível prata ou ouro e, quando há Pix, a transferência pode levar até 12 dias úteis. O serviço é gratuito, e o BC afirma que não envia links nem pede dados pessoais ou pagamento antecipado.

A origem dos recursos inclui contas encerradas com saldo, tarifas ou parcelas cobradas indevidamente, sobras de grupos de consórcio e cotas de cooperativas. Em maio, o governo anunciou o uso de parte desse dinheiro no Desenrola 2.0; cerca de R$ 5,7 bilhões foram para o Fundo de Garantia de Operações, com reserva de 10% para atender pedidos de resgate. Segundo a Agência Brasil, o Tribunal de Contas da União investiga a operação.

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Fonte: Agência Brasil

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