terça-feira, 20 de outubro de 2026
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CrowdStrike diz que hacker de ataques a bancos sul-coreanos usou o Claude

Relatório de 7 de outubro aponta suspeito baseado na China; ao menos nove bancos da Coreia do Sul foram alvos desde o fim de setembro.

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CrowdStrike diz que hacker de ataques a bancos sul-coreanos usou o Claude
Agência do Shinhan Bank, na Coreia do Sul (imagem ilustrativa, 2019). Foto: Mobius6 (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons

A empresa de segurança cibernética CrowdStrike afirmou nesta quinta-feira (8) que o hacker responsável por ataques a bancos da Coreia do Sul usou o Claude, modelo de inteligência artificial da Anthropic, além de um agente de IA desenvolvido na China. A informação consta de relatório publicado na quarta-feira (7) e foi divulgada pela CNN Brasil, com material da Reuters.

Segundo a CrowdStrike, o responsável é provavelmente um jovem de 26 anos que vive na província de Guangdong, na China, com motivação provavelmente financeira. A avaliação foi feita com "nível moderado de confiança", e a atividade não foi atribuída a um grupo ou governo específico.

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Os ataques ocorrem desde o fim de setembro, e ao menos nove bancos sul-coreanos foram citados como alvos. O Shinhan Bank informou que dados pessoais de cerca de 25 mil clientes foram comprometidos, e o KB Kookmin Bank relatou o vazamento de informações de 119 clientes.

O suspeito usou o ARTEX, ferramenta aberta de testes de segurança, conectada a modelos de linguagem como o Claude. Em sessões analisadas pela empresa, ele perguntou onde criminosos costumam vender dados vazados de bancos coreanos e pediu ajuda para achar grupos de venda de dados no Telegram.

Adam Meyers, vice-presidente da CrowdStrike, disse que o caso mostra como uma única pessoa pode alcançar muitas vítimas em pouco tempo com o auxílio da IA. A página do ARTEX, publicada no GitHub neste ano, afirma que a ferramenta se destina a estudo e pesquisa local, não a testes em sistemas reais.

A polícia sul-coreana abriu investigação, e o presidente Lee Jae Myung pediu medidas de resposta robustas. A Anthropic e a polícia não responderam aos pedidos de comentário. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse não conhecer o caso e afirmou que o país sempre se opôs a atividades de hackers.

Com informações de Reuters.

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Fonte: CNN Brasil

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