terça-feira, 20 de outubro de 2026
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Colômbia: milhares protestam em 6 cidades contra decreto de Espriella

Marchas em Bogotá, Cali e Medellín criticam o custo de vida e o decreto que regula a ação policial em protestos, assinado horas antes dos atos.

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Colômbia: milhares protestam em 6 cidades contra decreto de Espriella
Manifestantes em praça de Bogotá (foto de arquivo, 2015). Imagem ilustrativa. Foto: Felipe Quijano (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons

Milhares de pessoas foram às ruas da Colômbia nesta quarta-feira (14) em protestos contra o governo do presidente Abelardo de la Espriella, segundo a Agência Brasil. As marchas ocorreram em Bogotá, Cali, Medellín, Bucaramanga, Pereira e Riohacha, cerca de dois meses após a posse do mandatário.

Os atos foram convocados por sindicatos, grupos estudantis, centrais sindicais e organizações sociais, entre elas o Conselho Regional Indígena do Cauca. Os manifestantes citam o aumento do custo de vida, a escalada da violência e o que chamam de retrocesso em direitos sociais. A agência não informou números exatos de participantes.

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O estopim foi um decreto assinado pelo presidente poucas horas antes das marchas. Pela norma, as autoridades acompanharão as manifestações de forma permanente, mantendo ao menos quatro metros de distância, e poderão intervir se forem detectadas armas de fogo, armas brancas, explosivos ou artefatos incendiários, ou em casos de pessoas mantidas contra a vontade ou de agressões. A norma também prevê proteção específica a servidores públicos, agentes uniformizados, missões médicas e jornalistas durante as mobilizações.

Espriella afirmou que o protesto pacífico é uma garantia constitucional, mas que ele não autoriza agressões, destruição de bens, ameaças a trabalhadores nem o bloqueio de ambulâncias e serviços de emergência. Para os organizadores, o texto restringe o direito de manifestação, e eles ressaltaram o caráter pacífico dos atos.

O governo também apresentou um projeto de lei contra grupos armados organizados e um estatuto antiterrorismo. Ainda segundo a Agência Brasil, a presença do ex-presidente Gustavo Petro era esperada na marcha de Bogotá.

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Fonte: Agência Brasil

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