Colômbia: milhares protestam em 6 cidades contra decreto de Espriella
Marchas em Bogotá, Cali e Medellín criticam o custo de vida e o decreto que regula a ação policial em protestos, assinado horas antes dos atos.
Por Redação INFO NEWS · Atualizado em

Milhares de pessoas foram às ruas da Colômbia nesta quarta-feira (14) em protestos contra o governo do presidente Abelardo de la Espriella, segundo a Agência Brasil. As marchas ocorreram em Bogotá, Cali, Medellín, Bucaramanga, Pereira e Riohacha, cerca de dois meses após a posse do mandatário.
Os atos foram convocados por sindicatos, grupos estudantis, centrais sindicais e organizações sociais, entre elas o Conselho Regional Indígena do Cauca. Os manifestantes citam o aumento do custo de vida, a escalada da violência e o que chamam de retrocesso em direitos sociais. A agência não informou números exatos de participantes.
O estopim foi um decreto assinado pelo presidente poucas horas antes das marchas. Pela norma, as autoridades acompanharão as manifestações de forma permanente, mantendo ao menos quatro metros de distância, e poderão intervir se forem detectadas armas de fogo, armas brancas, explosivos ou artefatos incendiários, ou em casos de pessoas mantidas contra a vontade ou de agressões. A norma também prevê proteção específica a servidores públicos, agentes uniformizados, missões médicas e jornalistas durante as mobilizações.
Espriella afirmou que o protesto pacífico é uma garantia constitucional, mas que ele não autoriza agressões, destruição de bens, ameaças a trabalhadores nem o bloqueio de ambulâncias e serviços de emergência. Para os organizadores, o texto restringe o direito de manifestação, e eles ressaltaram o caráter pacífico dos atos.
O governo também apresentou um projeto de lei contra grupos armados organizados e um estatuto antiterrorismo. Ainda segundo a Agência Brasil, a presença do ex-presidente Gustavo Petro era esperada na marcha de Bogotá.
Fonte: Agência Brasil
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