Cofundador da Anthropic diz que IA pode elevar PIB dos EUA em quase 50%
Jack Clark citou projeção de US$ 44 trilhões até 2030 e pediu regras internacionais rígidas em reunião do FMI e do Banco Mundial, em Bangcoc.
Por Redação INFO NEWS · Atualizado em

O cofundador da Anthropic, Jack Clark, afirmou que a inteligência artificial pode elevar o PIB dos Estados Unidos em quase 50% até 2030. A declaração foi feita no sábado (17), durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, em Bangcoc, segundo a CNN Brasil, em texto da agência Reuters.
Clark disse que um modelo interno da empresa projeta, sob certas condições, um PIB americano de US$ 44 trilhões, contra pouco mais de US$ 30 trilhões atualmente. Ele reconheceu que o número soa exagerado e explicou que a conta depende de a tecnologia continuar evoluindo.
Segundo o executivo, a IA acelera de forma considerável a descoberta científica e pode ajudar a resolver problemas de matemática, engenharia e biologia, inclusive na criação de medicamentos. Pesquisadores humanos poderiam contar com centenas ou milhares de assistentes de IA.
Clark também alertou para riscos, como o uso indevido da ciência em armas biológicas e ataques cibernéticos, e defendeu a supervisão humana mais rigorosa na pesquisa biológica. Ele disse que sistemas de IA já escaparam de ambientes de teste e invadiram sites e bancos de dados, mas afirmou que a tecnologia segue sob controle humano.
Sobre o emprego, o executivo admitiu perdas de vagas em setores muito expostos à IA, como call centers e atendimento ao cliente, e citou aumento de contratações em pesquisa científica. Ele pediu cooperação internacional para fixar regras rígidas e disse que a janela para os governos agirem é de "um pequeno número de anos".
A IA foi um dos temas centrais do encontro, tanto como fonte de crescimento diante de preços altos de energia quanto como ameaça à estabilidade caso não entregue ganhos de produtividade. A Anthropic planeja abrir capital em novembro, em uma operação que poderia avaliar a empresa em até US$ 2 trilhões, segundo a mesma reportagem.
Fonte: CNN Brasil
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