terça-feira, 20 de outubro de 2026
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Cientistas criam os dois primeiros relógios nucleares operacionais do mundo

Equipes da Áustria e da China publicaram na Nature os resultados; relógios usam tório-229 e ainda não superam os atômicos atuais.

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Cientistas criam os dois primeiros relógios nucleares operacionais do mundo
Relógio atômico de itérbio em laboratório (imagem ilustrativa, 2014). Foto: N. Phillips/NIST (domínio público), via Wikimedia Commons

Duas equipes científicas, uma na Áustria e outra na China, construíram os dois primeiros relógios nucleares operacionais do mundo, segundo a CNN Brasil. Os resultados foram publicados na revista Nature na quarta-feira (7).

O grupo da Universidade Técnica de Viena (TU Wien), liderado por Thorsten Schumm, trabalha nesse objetivo desde 2008. O outro relógio foi montado na Universidade Tsinghua, em Pequim, em equipe com participação do pesquisador Shiqian Ding.

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Os relógios nucleares medem o tempo a partir da interação de um laser potente com o núcleo de um átomo. Os dois aparelhos usam tório-229 preso em cristais sólidos de fluoreto de cálcio. Nos relógios atômicos atuais, de césio ou estrôncio, a medição vem dos saltos de elétrons entre níveis de energia na camada externa do átomo.

A expectativa é que o núcleo, muito menor que a eletrosfera, permita precisão maior. Por ora, porém, os relógios nucleares ainda não superam os melhores atômicos convencionais, que levariam bilhões de anos para ganhar ou perder um segundo. Schumm afirmou que o aparelho ainda está longe do desempenho almejado.

Os dois equipamentos têm diferenças. Os cristais de Viena têm maior concentração de tório e melhores propriedades ópticas, enquanto o arranjo de Pequim usa um laser mais potente. Para Schumm, combinar os dois componentes pode gerar um relógio bem melhor.

A equipe de Viena também usou o relógio em um experimento de física de precisão para tentar detectar matéria escura. Não houve detecção, mas o desempenho ficou comparável ao dos melhores relógios atômicos. Segundo Schumm, isso "abre as portas para um universo físico totalmente novo".

Os pesquisadores citam como possíveis aplicações a navegação por satélite, a sincronização de transmissão de dados, a topografia e a metrologia, a ciência das medições. Eles esperam que, no futuro, os relógios nucleares sejam menores e menos delicados que os atuais. Os relógios atômicos foram criados em 1949.

Com informações de Reuters.

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Fonte: CNN Brasil

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