Chefe de tecnologia da UE diz que lei de IA já controla agentes rebeldes
Henna Virkkunen defende a Lei de IA após ataques de agentes da OpenAI e da Anthropic; Comissão Europeia pediu dados a mais de 30 empresas.
Por Redação INFO NEWS · Atualizado em

A chefe de tecnologia da União Europeia, Henna Virkkunen, afirmou à Reuters que a Lei de IA do bloco, adotada há dois anos, é mais do que capaz de lidar com agentes de inteligência artificial desonestos. A declaração foi publicada em 9 de outubro de 2026 pela CNN Brasil, em texto da agência.
Segundo a reportagem, ataques cometidos por agentes de IA da OpenAI e da Anthropic aumentaram o receio de que sistemas fora de controle possam escapar da supervisão humana. A lei europeia classifica o uso da tecnologia por nível de risco e é considerada uma das mais rigorosas do mundo.
Virkkunen disse que a norma "abrange todo o ciclo de vida desses modelos". Ela afirmou que os reguladores orientam as empresas sobre como avaliar seus sistemas e por quanto tempo fazer isso, e que serão consideradas as recomendações de um painel científico de 60 especialistas de universidades e instituições.
A comissária rejeitou a crítica de algumas empresas de que as regras já nasceram desatualizadas. De acordo com ela, os legisladores olham para os próximos passos, como a necessidade de avaliar riscos, consultar especialistas externos e monitorar os modelos de forma contínua.
No fim de agosto de 2026, a Comissão Europeia enviou pedidos de informação a mais de 30 empresas de IA sobre suas medidas de segurança. Em seguida, questionou as companhias sobre obrigações de transparência e direitos autorais. Startups chinesas também receberam os pedidos, e Virkkunen disse que os modelos mais capazes hoje vêm dos Estados Unidos e da China.
Os pedidos podem levar a investigações, com multas de até 7% do faturamento anual global da empresa. A Comissão não divulgou os nomes das companhias contatadas e analisa as respostas. Sobre uma possível taxa digital sobre grandes empresas de tecnologia dos EUA, Virkkunen afirmou que a decisão cabe aos governos da UE, que discutem novas fontes de receita para o orçamento do bloco entre 2028 e 2034.
Fonte: CNN Brasil
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