terça-feira, 20 de outubro de 2026
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Argentina tem 53% menos aposentadorias novas sob o ajuste de Milei

Dados oficiais mostram 99,6 mil novos benefícios no 1º semestre de 2026, contra 213,9 mil em 2024; a aposentadoria mínima é de 505,7 mil pesos.

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Argentina tem 53% menos aposentadorias novas sob o ajuste de Milei
Casa Rosada, sede do governo argentino, em Buenos Aires (imagem ilustrativa, foto de arquivo, 2014). Foto: Green Mostaza (CC BY 4.0), via Wikimedia Commons

O número de novas aposentadorias na Argentina caiu 53% durante o governo de Javier Milei, segundo reportagem da Agência Brasil publicada nesta terça-feira (13). Os boletins estatísticos da Previdência argentina mostram 99,6 mil novos benefícios no primeiro semestre de 2026, contra 213,9 mil no mesmo período de 2024.

A reportagem associa a queda principalmente ao fim da moratória previdenciária, em março de 2025. O mecanismo permitia que trabalhadores que já tinham a idade mínima, mas não os 30 anos de contribuição, pagassem o período que faltava para se aposentar.

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Em março de 2024, Milei editou o decreto de necessidade e urgência 274/2024, que trocou a fórmula de reajuste. Pela lei de 2021, metade da correção acompanhava os salários e metade a arrecadação da Previdência. Agora o reajuste é mensal e segue a inflação oficial, sem ganho acima dela.

O Centro de Economia Política Argentina (Cepa) estima que a mudança deixou a aposentadoria mínima cerca de 21% menor do que seria pela regra antiga. Em junho de 2026, o valor era de 403.327 pesos pela fórmula atual e de 490.621 pesos pela anterior, segundo o centro.

Em outubro, os benefícios subiram 1,66%, conforme a Previdência argentina (Anses). A aposentadoria mínima chegou a 505.748,51 pesos, já com um bônus fixo de 70 mil pesos, o equivalente a cerca de R$ 1.662. A organização Espaço Gerontovida calcula que esse valor cubra 25% das necessidades básicas mensais de um idoso.

O Congresso argentino aprovou três projetos para elevar os benefícios, um em 2024 e dois em 2025, e Milei vetou todos por falta de recursos. Em dezembro de 2024, o PAMI passou a conceder remédios gratuitos só a aposentados com renda de até 1,5 vez a mínima. Para o advogado previdenciarista Luciano González Etkin, o decreto busca "consolidar a perda do poder de compra das aposentadorias".

No Brasil, o benefício mínimo acompanha o reajuste do salário mínimo, que pode ter ganho real de até 2,5% acima da inflação. O assunto entrou na campanha, já que a equipe econômica de Flávio Bolsonaro (PL) citou o ajuste fiscal argentino como inspiração, e ele nega que pretenda cortar aposentadorias.

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Fonte: Agência Brasil

Produzido pela Redação INFO NEWS com apoio de ferramentas de automação. Correções: contato@infonews.today

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