Apollo, IA para grego antigo, ajuda a reconstruir papiros danificados
Modelo criado pela Academia de Ciências da Áustria com a Mistral foi treinado com 600 milhões de palavras e já está disponível a pesquisadores.
Por Redação INFO NEWS · Atualizado em

A Academia de Ciências da Áustria, em parceria com a startup francesa Mistral, apresentou o Apollo, descrito como o primeiro modelo de linguagem avançado para grego antigo. A ferramenta reconstrói textos danificados e já está disponível para pesquisadores e acadêmicos, segundo a CNN Brasil, em reportagem de 8 de outubro de 2026.
O Apollo funciona por meio de um chatbot. O pesquisador envia um material com palavras ausentes ou trechos não decifrados, e o sistema relaciona o conteúdo a temas da sua base de treinamento e usa estatística para estimar o que provavelmente estava escrito.
O modelo foi treinado com 600 milhões de palavras de textos históricos em grego, entre manuscritos, inscrições e papiros. O resultado são sugestões de preenchimento: quem decide qual leitura faz mais sentido continua sendo o estudioso.
Há mais de 1 milhão de papiros escritos em grego antigo ainda sem decifração, espalhados por acervos pelo mundo. A Academia afirma que o que antes exigia anos de trabalho meticuloso pode agora ser feito em horas.
Segundo a instituição, a economia de tempo permite que os pesquisadores se concentrem na interpretação e na análise dos textos. A reportagem não detalha a arquitetura do modelo, o nível de acerto nem as condições de acesso à ferramenta.
Fonte: CNN Brasil
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