América Latina lidera risco de vazar dados em prompts de IA, diz Check Point
Um em cada 29 pedidos enviados a ferramentas de IA generativa na região trouxe risco alto de expor informação sensível entre julho e agosto de 2026.
Por Redação INFO NEWS · Atualizado em

A América Latina é a região com a maior proporção de prompts de alto risco de exposição de dados sensíveis enviados a ferramentas de inteligência artificial generativa, segundo estudo da Check Point Research obtido com exclusividade pela CNN Brasil e divulgado em 9 de outubro de 2026. O levantamento cobre os meses de julho e agosto.
Na região, um em cada 29 prompts, ou 3,5% do total, foi classificado como de alto risco de vazamento de informações. A América do Norte aparece em seguida, com um em cada 32 (3,1%), à frente da Europa, com um em cada 40 (2,5%), e da Ásia-Pacífico, com um em cada 41 (2,4%). A reportagem não detalha quais países latino-americanos puxam o índice.
O estudo também trata do uso da IA no lado dos ataques. De acordo com a CNN Brasil, criminosos não necessariamente usam a tecnologia para invadir sistemas de forma direta: eles aproveitam a capacidade das ferramentas de ler informações e executar tarefas para localizar brechas na internet e transformá-las em oportunidade de ataque.
Pesquisadores identificaram falhas no Microsoft 365 Copilot e no Copilot do Word, com riscos de exposição de arquivos e de propagação de instruções maliciosas entre documentos. Segundo a reportagem, o problema está nas próprias ferramentas, que a IA consegue explorar usando permissões legítimas.
O volume de correções de segurança também cresceu. A atualização de julho da Microsoft trouxe um recorde de 570 correções, e a trimestral da Oracle passou de 1.400. O Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido (NCSC) alertou para uma possível "onda de correções" ligada ao aumento de vulnerabilidades encontradas com ajuda de IA. Das cerca de mil falhas descobertas com esse apoio no primeiro semestre de 2026, só 1% virou risco real.
Para quem usa assistentes de IA no trabalho, o dado indica que o cuidado com o conteúdo colado nos prompts, como dados de clientes, senhas e documentos internos, é parte da segurança da empresa. A conclusão do estudo é que as defesas tradicionais ainda não acompanham o ritmo da tecnologia, e o desafio das empresas é separar quais vulnerabilidades representam risco concreto e merecem correção antes que sejam exploradas.
Fonte: CNN Brasil
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