terça-feira, 20 de outubro de 2026
INFO NEWS
Eletromobilidade

ABVE explica a diferença entre V2L, V2H, V2B e V2G nos carros elétricos

Siglas indicam usos distintos da bateria, de ligar um notebook a devolver energia à rede; cada um exige equipamentos e segurança diferentes.

Por · Atualizado em

Siga o INFO NEWS no WhatsApp

Publicidade
ABVE explica a diferença entre V2L, V2H, V2B e V2G nos carros elétricos
Carro elétrico em recarga em wallbox residencial (foto de arquivo, 2021). Foto: Mariordo (Mario Roberto Durán Ortiz) (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons

A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) publicou em 15 de setembro de 2026 um material que explica a diferença entre quatro siglas cada vez mais comuns no setor: V2L, V2H, V2B e V2G. Todas descrevem formas de usar a bateria do carro elétrico como fonte de energia, mas cada uma tem finalidade, exigências técnicas e nível de segurança próprios.

A mais simples é a V2L (Vehicle-to-Load, ou do veículo para a carga). Nela, o carro funciona como uma bateria portátil e fornece eletricidade por uma tomada integrada ou por um adaptador específico. Segundo a ABVE, os usos típicos são alimentar notebooks, ferramentas elétricas, geladeiras portáteis, iluminação, pequenos eletrodomésticos e equipamentos de camping ou de atividades ao ar livre.

Publicidade

O diretor técnico da ABVE, Carlos Roma, faz um alerta sobre esse recurso. "O V2L, por exemplo, não foi projetado para alimentar uma residência por meio da instalação elétrica da casa", afirma. De acordo com a associação, ligar o carro diretamente à instalação da casa, principalmente durante uma queda de energia, pode ser inadequado, porque o isolamento e o controle do sistema podem não ser suficientes. Ter V2L também não significa que o veículo aceite V2H ou V2G.

A segunda sigla, V2H (Vehicle-to-Home, do veículo para a casa), trata de abastecer uma residência com a energia armazenada no carro. Para isso, a ABVE explica que é preciso um carregador bidirecional, um sistema de gerenciamento de energia, dispositivos de proteção e integração correta com a instalação elétrica da casa. Para manter a casa funcionando durante um apagão, o sistema deve operar em modo ilhado, isto é, desconectado da rede pública, o que evita que a energia do carro volte para a linha enquanto equipes da distribuidora trabalham nela.

Segundo a associação, a disponibilidade do V2H depende da compatibilidade entre o veículo, o carregador e os dispositivos de proteção, além das exigências da distribuidora de energia local. Na prática, isso significa que o consumidor não deve presumir que qualquer carro elétrico ou qualquer carregador doméstico faça esse papel: a solução precisa ser prevista e validada como um conjunto.

A terceira sigla, V2B (Vehicle-to-Building, do veículo para o edifício), segue o mesmo princípio do V2H, mas aplicado a prédios comerciais, condomínios, indústrias e outras instalações de maior porte. A ABVE cita como benefícios a redução dos picos de demanda, a melhora da eficiência energética e a integração de fontes renováveis, como a energia solar, ao consumo do imóvel.

A mais avançada é a V2G (Vehicle-to-Grid, do veículo para a rede). Nesse caso, a energia guardada na bateria é devolvida de forma controlada à rede de distribuição, o que pode ajudar no equilíbrio entre oferta e demanda, na integração de renováveis e na estabilidade do sistema elétrico. A associação ressalta que o V2G depende de regulamentação específica, de comunicação entre veículo, carregador e distribuidora e de infraestrutura adequada.

A conclusão da ABVE é que as quatro tecnologias atendem a objetivos diferentes e têm requisitos técnicos e níveis de segurança distintos. Para a entidade, o veículo elétrico deixa de ser apenas um meio de transporte e passa a ser também um ativo de energia, capaz de participar do consumo e, no caso do V2G, da operação da rede.

O tema ganha peso com o crescimento da frota. Segundo a própria ABVE, o Brasil chegou a 1 milhão de veículos leves eletrificados em setembro de 2026, e a recarga rápida em corrente contínua já responde por 38% dos pontos de recarga do país, conforme levantamento divulgado pela associação em 28 de setembro. Quanto mais carros com bateria circulam, maior o potencial de uso dessa energia armazenada fora da estrada.

Para o consumidor, o recado prático é conferir o que o veículo realmente oferece antes de qualquer instalação. A tomada V2L resolve necessidades pontuais e portáteis, enquanto V2H, V2B e V2G exigem projeto elétrico, equipamentos compatíveis e, no caso da rede, regras que ainda dependem de regulamentação e da participação da distribuidora.

Publicidade

Fonte: ABVE

Produzido pela Redação INFO NEWS com apoio de ferramentas de automação. Correções: contato@infonews.today

Leia também em Eletromobilidade

Compartilhe

Mais lidas

  1. 1Copa Santa Adélia de Karatê reúne atletas e destaca delegação de Fernandópolis
  2. 2Congresso aprova exame obrigatório para registro de médicos no Brasil
  3. 3Aneel aprova reajuste de 5,41% na conta da CPFL Piratininga
  4. 4Aneel aprova regra que define a ordem dos cortes de geração de energia
  5. 5Bahia vence o São Paulo por 2 a 1 e abre vantagem na Copa do Brasil feminina